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Keiko Lynn

Keiko Lynn

Quando Keiko Lynn se mudou para Nova York, ela tinha US$ 700, uma linha de moda e o blog LiveJournal, que escrevia desde os 15 anos. "Eu trabalhava em casa e costurava todos os dias", diz ela. “Eu só conhecia duas pessoas em Nova York e só saia de casa para passear com meu cachorro.” Foi em casa que a configuração moderna da keikolynn.com teve início.

"Comecei a documentar minhas roupas todos os dias para me sentir responsável e ter certeza de me levantar e me vestir", diz ela. Pode ter começado como uma ideia simples, mas decolou rapidamente. Nos últimos 20 anos, o blog se transformou de um diário on-line em uma ferramenta promocional para um negócio em tempo integral.

“Eu era muito nova quando comecei meu blog,” conta Keiko. “Eu não tinha câmera, então só postava textos e o tratava como um diário.” Quando Keiko foi para a faculdade, o blog passou pela primeira grande transformação. "Comecei a usar uma câmera digital para documentar minha vida e manter contato com amigos e familiares", diz ela. A essência do blog continuou a mesma, em muitos aspectos: ele é pessoal, como se fosse uma conversa, uma recomendação de uma amiga. Ela é cuidadosa nas avaliações de produtos que faz, sempre leva o preço em consideração e ainda não recomendou uma peça que você não possa repetir. 

“Acho que meu blog é muito mais pessoal do que os blogs de muitas pessoas porque foi assim que começou", diz Keiko. “Há um certo nível de expectativa com as pessoas querendo saber o que está acontecendo na minha vida e o que eu faço questão de manter nela.”

Keiko é o primeiro destaque da nova série Creator Insights, apresentada no canal Google Web Creators no YouTube. Nos vídeos do Creator Insights, Keiko reflete sobre as partes críticas da jornada para se tornar uma criadora em tempo integral, discutindo como trabalhar de forma mais inteligente, definir as taxas para o canal e gerar mais tráfego. Recentemente, conversamos com Keiko para saber mais.

Para o blog, Keiko costuma selecionar vestidos coloridos e bolsas adequadas para a estação.

Os prós e os contras de ser sua própria marca

Quando perguntada sobre sua marca, ela diz "Não comecei com a intenção de transformar o blog em um negócio. As coisas foram acontecendo. Se eu tivesse que orientar alguém hoje, seria a primeira coisa que diria que tem que ser pensada." Ela continua, "Sou minha própria marca, o que pode ser ótimo, mas também pode ser complicado. Se alguém associa sua marca a uma identidade específica, qualquer evolução pode parecer uma traição. Como eu sou a marca, tenho que fazer o que me parece certo". E o que parece certo, observa Keiko, muitas vezes vai contra as regras típicas da moda e do estilo. 

O interesse de Keiko em design e fotografia vintage está evidente no escritório em casa.

Sobre se manter a autêntica, apesar das expectativas

O blog "fala de tudo o que me interessa no momento," diz Keiko. “Ele nunca se limita ao que as pessoas acham que eu deveria estar fazendo, vestindo ou no que é mais famoso. Tudo se resume em ser fiel a você mesmo e a se divertir com a moda e a beleza, sem aderir a nenhum tipo de regra padronizada, especialmente no mundo dos blogs.”

Se você é um blogueiro de moda ou beleza e o consumo constante não se encaixa em seu estilo de vida, Keiko diz: "ignore isso. Desconsidere a regra que diz que você tem que ser um hiperconsumidor. Há uma grande pressão para acompanhar os outros e ter sempre algo novo e inédito para falar. Mas para mim, isso não faz sentido porque não é meu estilo de vida.”

Sobre o despertar do interesse inicial com a linha de roupas

Keiko começou a costurar e a vender roupas para se manter durante a faculdade. "Eu fazia minhas próprias roupas porque não tinha condições de comprar", contou ela. "Eu ia a lojas populares, comprava roupas e reformava. Era como "A Garota de Rosa Shocking", conta ela. Ela começou a vender roupas pelo blog LiveJournal. Então, "revistas e marcas começaram a chegar até mim, e percebi que essa era uma ótima maneira de divulgar minha linha de roupas." 

Após muitos anos trabalhando na própria linha de moda, Keiko decidiu focar inteiramente no blog. Ele passou de uma ferramenta de autopromoção para “uma plataforma de marketing para tudo o que me interessasse no momento e para parcerias de marca,” diz Keiko. “Ele evoluiu para um negócio.”

Keiko compartilha seus projetos favoritos de artesanato, como fazer chapéus de feltro ou presilhas de cabelo personalizadas.

Sobre como fazer o blog funcionar como um influenciador

Keiko diz que suas principais fontes de renda são parcerias com marcas e links de afiliados, mas conseguir novos leitores para o blog ainda é uma prioridade. A mídia social, adverte Keiko, "é uma ferramenta valiosa para lembrar às pessoas que você ainda tem essas postagens longas". As newsletters também são ótimas. "Elas são como os feeds RSS antigos. Um lembrete de que chegou uma nova postagem no blog." As pessoas que abrem as newsletters são alguns dos leitores mais engajados. É bom dar atenção a elas.

Também é essencial encontrar o tipo de mídia social que melhor aprimore sua estratégia. “O Pinterest é subutilizado pelos blogueiros”, diz ela. “Os blogueiros de comida e de viagens já sabem que o Pinterest é altamente valioso. No entanto, na área de estilo e beleza, muitas pessoas que ainda têm blogs não o usam o suficiente e estão vendo os benefícios que outras pessoas conseguem com suas fotos no Pinterest.”

Keiko Lynn é sua própria marca e é fiel aos próprios interesses, onde quer que eles a levem.

Enquanto as postagens do Instagram podem desaparecer ou atingir um pico de visualizações em 24 horas, no Pinterest elas têm o potencial de permanecer em destaque. “Tenho postagens com mais de dez anos que ainda rendem muito tráfego”, conta Keiko. 

Mas o principal conselho que Keiko tem a oferecer para os blogueiros é "criar seu próprio espaço em vez de tentar espelhar o que é visto como sucesso", diz ela. “Não tente ser uma cópia porque você estará sempre concorrendo com a pessoa que já é um sucesso. A gente precisa se distanciar disso e se permitir ser tão diferente quanto quiser.”

"É ótimo sondar o que o público quer ver, mas você também precisa oferecer o que eles querem, porque foi para isso que chegaram a você."

Seus interesses e necessidades podem mudar, mas se você investir na sua evolução e considerar quais plataformas se alinham com seu conteúdo, seu público também vai seguir você para qualquer lugar.